A CUBA QUE A TV NÃO MOSTRA

Tínhamos a ideia inicial de ficar em um barco e mergulhar em Cuba, mas tivemos problemas com ele e ficamos hospedados num velho hotel de Havana.

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Os mergulhos foram deixados de lado e acho que foi melhor, já que conseguimos conhecer Havana muito bem.

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A capital (e acredito que o país inteiro) foi marcada cruelmente pelos anos de comunismo e embargo. O que se vê nas ruas é um povo muito pobre, sem acesso ao básico e sem ter informações tão comuns pra gente. O país vive com duas moedas impressas pelo governo: uma, chamada de Peso Cubano, é a oficial e serve para o pagamento dos salários; a outra é Peso Convertido,  usado pelos estrangeiros, e que, aliás, funciona muito bem no mercado negro. Acontece que o Peso Convertido vale 32 vezes mais que o Cubano, o que faz com que exista uma caça  por essa moeda tão mais valiosa. Em Cuba existe um mercado paralelo para tudo, desde charutos a alimentação e passeios.

Encontramos médicos que abandonaram a profissão para virarem taxistas, já que salvando vidas ganham cerca de 30 dólares por mês, equivalente ao que conseguem em apenas uma única corrida com turistas.

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Cada cubano tem uma caderneta, onde ele anota tudo que comprou de alimentos, produtos de limpeza e higiene. Eles têm uma cota mensal de compras e, caso queiram algo a mais (o que é bem comum, já que as quantidades são pequenas), precisam buscar no mercado negro pagando em Pesos Convertidos.

Essa economia estranha fez o país desmoronar. Grandes casarões, que deveriam ser lindos, transformaram-se em ruínas habitadas conjuntamente por várias famílias, como cortiços, um ao lado do outro. Ninguém tem dinheiro pra consertar nada e mesmo que tivessem, porque o fariam, já que nada é deles e sim do governo? Os carros são velhos e o que se sente é que o país parou no dia da revolução, ou um pouco depois, quando as coisas ficaram pretas com os Estados Unidos.

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Todos os livros, revistas ou brochuras que vi eram sobre Fidel, Che Guevara ou a Revolução. A censura ferrenha não deixa nada de diferente aparecer e a Internet ainda é controladíssima, praticamente só encontrada em hotéis – a Pesos Convertidos, obviamente!

Foi uma experiência incrível e bem importante historicamente, ainda mais nessa época onde parece que as coisas estão começando a mudar. Adorei conhecer esse povo tão sofrido, mas tão caloroso. Fotograficamente falando, foi uma das grandes experiência da minha vida.

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