ENFIM A FOTOGRAFIA

Repeti de ano depois da morte do meu irmão. Fui acolhida pelo pessoal do Oswald de Andrade onde finalizei meus estudos e depois morei um tempo fora para dispersar a ideia de estudar história que tanto desagradava meu pai.

E então, quando voltei ao Brasil, mergulhei num mundo que tanto me atraia: a yoga. Precisava assimilar todas as referências da pequena e da grande cidade, as dores e as trilhas sonoras que haviam passado.

Sobre

Na verdade o Oriente sempre me fascinou, eu só não conseguia ou não sabia como acessar esse mistério. Então descobri a Yoga e foi com o pessoal do De Rose que fiz minha primeira viagem à Índia. Nunca mais parei. Ali me encantei com cada rosto que vi, com a força e ao mesmo tempo simplicidade das cores, os rituais carregados de tradição, a aceitação e a dor. Achei que era o único lugar que conseguia reproduzir o prazeroso silêncio da alma.

Festa interior, silêncio lá fora. Explosão de cores lá fora, serenidade no lado de dentro. Índia era pura sintonia e os meus cliques conseguiram traduzir isso.

Aliás, a velha e boa analógica Canon foi melhor intérprete do que a máquina de escrever Olivetti. Aposentei os textos e me entreguei ao poder das imagens. Índia e fotografia – prometi nunca abandonar.

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