FANTASMAS DO BEM

Nossa casa em Concórdia era enorme, cheia de barulhos e ruídos, parecia que cada taco de madeira emitia um “grito” diferente.

Casa de Concórdia

Tinha pavor de fantasmas quando era pequena, até que um dia meu avô, com a sabedoria que era peculiar aos homens simples e trabalhadores do interior (e portanto sem muito tempo para grandes filosofias) me disse que acaso viessem os fantasmas, seria para “cuidar” e não fazer mal.

Pronto. O medo passou e a casa continua lá em Concórdia; virou um museu da Sadia em homenagem ao Atílio Fontana, meu avô, homem destemido e fundador da S.A. Indústria e Comércio Concórdia (posteriormente batizada de Sadia a partir das iniciais SA de “Sociedade Anônima” e das três últimas letras da palavra “Concórdia”, DIA).

E se a casa tem fantasma, daria tudo para abraçá-lo…

 

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