MINHA EXPERIÊNCIA NO XINGU

A convite de uma amiga fomos conhecer a festa do Kuarup, realizada uma vez por ano pelas tribos indígenas do Xingu.

Não existe um lugar fixo já que as tribos vão se revezando para sediar a festa e a tribo escolhida recebe todas as outras!

Fomos recebidos pelo John, um americano que mora no Brasil e faz um belo trabalho junto a essa tribo, o que o torna conhecidíssimo por lá. Saímos de São Paulo em direção a São Félix do Araguaia, em Goiás, e de lá em um avião minúsculo pilotado pelo próprio John chegamos a uma pista de terra próxima a aldeia.

Ao chegarmos, seguimos diretos ao nosso dormitório: uma oca coletiva na tribo Kamayura.

Dormimos em redes, o banheiro era do lado de fora, no qual eu tinha que ir com uma lanterna de cabeça e o lago em frente a oca fazia as vezes do chuveiro. Eu realmente posso dizer que foi uma superexperiência!

No dia seguinte, depois de conhecer um pouco a vida na nossa aldeia começamos nossa peregrinação em direção ao nosso objetivo, ver a tão famosa comemoração. Pegamos um carro, depois barco, caminhão, andamos a pé e finalmente (ufa!) chegamos próximos ao local da festa.

Por costume, cada tribo que chega na aldeia responsável por sediar o evento, não pode entrar até a manhã do dia seguinte. Assim, nos instalamos em uma clareira na mata. Os índios que estavam conosco levaram peixes assados e enrolados numa espécie de tapioca e café, mas confesso que senti muita fome. A comida se restringia ao tal do peixe com uma cara bem seca, em uma porção bem pequena para tanta gente. E nesse dia esqueci em casa minhas barrinhas de proteína.

Historia-Xingu1

No dia D, todos acordaram cedo e logo começaram a se pintar, desenhos especiais na pele como se eles estivessem indo para a guerra. E então começou a festa!

O chefe da tribo chamou para dançarem e lutarem umas contra as outras. É um colorido lindo de ver que dura a manha inteira. Não vejo a hora de voltar para esse povo tão diferente.

Xingu índios experiência viagens brasil dani tranchesi

E quando achávamos que toda a graça da viagem já havia acabado, eis que, voltando para casa, tivemos que parar para abastecer o avião em um aeroclube, no interior de Goiás. Descemos e sentimos um cheiro delicioso de comida. Depois de tantos dias comendo bem pouco, era tudo que precisava. O dono do aeroclube estava fazendo um churrasco para a família. Quando ele e sua mulher nos viram pintados, sujos e esfomeados, logo se atentaram para o fato de que estávamos voltando do Xingu e nos convidaram para almoçar. Conclusão: nos fartamos de comer como há dias não fazíamos.

Fechamos essa viagem com chave de ouro – e barriga cheia!

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