UM POUCO DO MUITO DE TABRIZ NA PÉRSIA

Ao chegarmos em Tabriz, nos hospedamos no Pers Hotel. Depois de uma merecida noite de sono, descemos para o café da manhã e notamos que tocava Madonna no elevador!

Achei que a Pérsia não era mais a mesma e mal sabia que ainda iria me deparar com muitos símbolos americanos ao longo do dia, apesar do embargo. Saímos para os passeios com nossa guia, uma mulher curda, bem magra e forte, com a alma feminista neste lugar de Aiatolás. Ela nos explicou um pouco sobre o país e contou curiosidades, como o fato de falarem e escreverem em farsi, mas usando o alfabeto Árabe. Apesar disso, a população detesta ser confundida com os Árabes, já que são um povo anterior a eles e descendem dos Arianos.

tabliz tabriz pérsia irã

Descemos do ônibus e fomos direto a uma Mesquita do século 14, que foi destruída por dois terremotos. O incrível é que, a parte que sobrou, tem azulejos lindos num tom de azul bem forte. Saímos extasiadas e fomos a um museu ao lado.

O que um monte de mulheres juntas pensam após os passeios culturais? Em compras, é claro! Paramos para trocar dinheiro em um lugar antigo e engraçado, com portinhas cheias de dizeres em neon. Mas foi lá que encontramos o melhor câmbio. Vale dizer que cada dólar custa 32000 rials iranianos então, dá para imaginar a quantidade de dinheiro velho e sujo que adquiri ao trocar 300 dólares.

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50 tons (ou modelos) de preto

Dinheiro em mãos e partimos para a parte mais antiga da cidade, conhecida por ter o maior bazar persa do mundo. A arquitetura antiga é linda, mas creio que entramos pelo lado errado, já que não encontramos nada do que queríamos, apenas produtos chineses. Foi uma decepção!

Como já estava na hora do almoço, fomos a um restaurante rápido de kebab. E qual não foi a nossa surpresa quando chegamos lá e vimos toda a prefeitura nos esperando com livros e discursos? Eles ficaram muito felizes com a nossa presença, já que é uma grande novidade e, a meu ver, o Irã não será mais o mesmo depois dessas mulheres.

Antes de voltarmos para o trem que já nos esperava, passamos por uma loja de artesanatos indicada pelo prefeito. Como Paula e eu não gostamos de nada por lá, fomos para a rua ver o movimento. Enquanto caminhávamos, descobrimos uma escada rolante para um subsolo e percebemos que ali havia um pequeno shopping. Fomos logo xeretar. O lugar era arrumadinho e bem ocidental e as lojas tinham nomes como Kenzo e Abercrombie, apesar de venderem coisas completamente diferentes das originais. Isso me fez pensar que o embargo está sendo complicado para o povo. Difícil ser um país isolado!

De lá, pegamos o trem em direção a Yarzd, 1500 quilômetros para o Sul. Mas essa história fica para outro post.

Até a próxima parada!

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